Moda Sustentável: Produção e consumo consciente

Categorias Lifestyle, Moda

Olá Universo!

É muito bom saber que cada vez mais as pessoas se importam em saber qual foi o processo que um produto passou até achegar em suas mão, e como isso pode afetar a nossa vida, a vida das pessoas e o lugar onde a gente vive. E é legal saber que a moda também está andando junto a essas mudanças. Prova disso é a moda sustentável, e no post de hoje nós vamos abordar os diversos segmentos que nasceram a partir desse tema e como você pode colaborar com gestos simples.

“Eles precisam trazer a mesma mentalidade holística para a moda que trouxeram para a alimentação e a saúde. Tem que pressionar os produtores para saber a origem dos materiais e pressionar as marcas por mudanças” Stella McCartney

A moda sustentável ou Eco fashion surgiu na década de 50 e ganhou forças nos anos 60, o auge de assuntos ambientais e explosão do estilo hippie no mundo todo. Desde então, esse assunto vem sendo cada vez mais discutido e pesquisado, buscando cada vez mais ampliar as suas soluções aos problemas ambientais.

O conceito de moda sustentável vai muito além de uma produção consciente e materiais que não prejudicam o meio ambiente. Não é só sobre o que vestimos e o que não jogamos fora, é sobre o modo como enxergamos a moda e o que podemos fazer com ela. Abaixo você vai conhecer as diferentes formas de Eco fashion.

A importância do slow fashion e produção local

Bolsa Tarumã da marca das irmãs Alcântara, a Orna. Elas seguem o conceito Slow fashion.

Slow Fashion, em contra ponto com o Fast fashion e a moda globalizada, é uma alternativa socioambiental que surgiu em 2004 e que tem por objetivo criar formas eficientes de fabricação, sempre prezando pela diversidade e produção local, contribuindo assim para uma melhor relação entre produto e consumidor.

A grande meta do slow fashion é optar pela qualidade e não pela quantidade, sendo assim ela é atuante em produções de pequena e média escala, onde procura criar uma relação mais próxima e transparente com os consumidores.

“O movimento slow fashion preza pela formação de cooperativas capazes de promoverem a colaboração entre os agentes da cadeia têxtil – uma forma de gerar um comércio mais justo.” eCycle

O seu primeiro passo para a contribuição de uma moda consciente pode ser começar a comprar nas lojas da sua cidade, comprar em artesanatos do seu bairro, em brechós e até mesmo ir na costureira aí da sua rua. Esse pequeno ato não só valoriza o comercio da sua região como também os produtores e o produto.

Dentro do movimento slow fashion abrem-se outras diretrizes e nós vamos falar deles abaixo:

Upcycling

O upcycling tem como objetivo dar continuidade ao ciclo de vida de um produto, utilizando um material que ia ser descartado como matéria-prima para a produção de um novo. Lembrando que esse termo é diferente de reciclagem, sendo que esta utiliza produtos químicos no seu processo.

Essa técnica abrange diversas áreas, mas na moda ele se dá a partir da reutilização do tecido de uma peça, transformando-o em outra. Um exemplo é quando você transforma uma camisa em uma saia, ou também utiliza retalhos de jeans para fazer uma bolsa.

Além de comprar de marcas que trabalham com upcycling, você também pode customizar alguma peça que você ia jogar fora ou doar. Existem milhares de DIY’s na internet. Agora se você não sabe costurar, que tal passar aí na costureira do seu bairro, ajudando de outra forma os produtores locais.

Visite um brechó

Cena da série Girl Boss

Bem, você provavelmente já deve imaginar quais são os benefícios de comprar em um brechó, não é mesmo? Existem diversos, tanto físico como online. Você pode encontrar algum que tenha mais a ver com o seu estilo e além de salvar uma peça, que poderia ser mais uma nas estatísticas, você ainda economiza 😉

“Estima-se que no Brasil, cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis são descartados por ano. 85% desse material não é reaproveitado indo parar em aterros sanitários.” Re-Roupa

Você já ouviu falar de armário cápsula ou armário colaborativo?

Essas duas técnicas são novas e nos ajudam a perceber como somos consumistas quando estamos falando de roupa e como é fácil mudar isso.

Um dos objetivos do slow fashion é o consumo consciente. Você já parou para pensar porque sempre pensamos que não temos nada para vestir quando na verdade nosso guarda roupa esta abarrotado delas? Isso acontece porque consumimos “roupas da moda”, não pensamos na quantidade de combinações que podemos fazer com as roupas que já temos, se são de qualidade e por aí vai…

O Armário Cápsula é um sistema onde você escolhe uma quantidade limitada de roupas e usa por um determinado tempo. Existem algumas fórmulas, como por exemplo, de um guarda-roupa com 33 peças que serão utilizadas por 3 meses ou 50 peças em 6 meses. Assim, você escolhe uma fórmula de acordo com as estações da sua cidade, e cria-se um ciclo onde você guarda as roupas que não vai usar, e tira quando quando a estação mudar. Claro que, para isso, você precisa investir em peça atemporais, com qualidade e o mais versáteis possível, tudo dentro do seu estilo.

Já o Armário Colaborativo, derivado da ideia de economia colaborativa, ainda é um sistema pouco utilizado, mas que vem ganhando força. Esse é perfeito para quem enjoa rápido das roupas. Chamado carinhosamente de “Netflix de roupas” o sistema consiste em você pagar uma assinatura e ter um acervo de peças para usar e trocar quando quiser. Nesse negócio você pode alugar, trocar ou vender aquela peça que está lá no fundo do seu armário.

A produção e o consumo consciente andam de mãos dadas

Intacta Shoes é uma marca de sapatos e acessórios unissex, ecológicos e veganos. A matéria prima deles são roupas usadas e plásticos reciclados.

Marcas que trabalham com o conceito de sustentabilidade não só se preocupam em diminuir os danos ao meio ambiente como também buscam investir e valorizar a mão de obra, sem exploração e com remuneração justa, buscando também o resgate de técnicas tradicionais de costura e artesanato, afirmando assim a identidade cultural do local.

Toda essa preocupação com a produção e com o produto leva o público final a também se preocupar com a sua roupa. Além de consumir consciente você também tem que cuidar das suas roupas com muito amor. Lavar de forma correta é um passo simples mas que pode aumentar a vida útil de uma peça. Procure colocar a roupa na máquina apenas quando ela estiver realmente suja e procure por produtos com composição orgânica, pois estes não vão prejudicar o tecido.

Postais e lojas

Esse tema é realmente muito abrangente e nós não falamos nem 10% dele aqui nesse post. A maioria das pessoas nem mesmo tem noção do quanto os seus pequenos atos podem prejudicar o meio em que vivem. E é por isso que vamos compartilhar com vocês alguns dos principais portais sobre o assunto. Lá você vai poder se informar mais sobre isso e sobre os outros diversos assuntos, além das mais variadas formas que você pode colaborar para uma moda mais correta. Também vamos indicar duas marcas veganas para você conhecer (além da Insecte que foi usada numa citação lá em cima).

Postal Ecoera

“O PORTAL ECOERA tem a missão de mostrar como podemos impactar de forma positiva o meio ambiente e a sociedade com atitudes práticas do dia a dia. Acreditamos que assim podemos fazer a diferença.”

eCycle

“eCycle é uma marca que tem origem no interesse pelas relações de consumo desenvolvidas entre indivíduos e empresas, sejam fabricantes de produtos ou prestadoras de serviços, e seus efeitos sobre a sociedade e o meio ambiente.”

Pipa Social

“A Pipa Social vem inovar o Terceiro Setor ao promover a qualificação profissional de empreendedores de baixa renda para gerar transformação social. Assim fortalece a família e as comunidades onde vivem.”

Narooma

Acreditamos no futuro e em todos os lugares que ele nos leva em novas formas de pensar os materiais, produção, estilos, texturas, uso e re-uso das roupas na responsabilidade pela roupa que produzimos no conforto e na roupa como aliada das muitas atividades diárias.”

Gabriela Basso

A Gabriela é gaúcha e criou uma marca vegana (não utiliza nada de origem animal) além de se preocupar com a questão local. Ela produz em pequena escala e não se preocupa com estação e coleção.

“A ideia é oferecer peças de qualidade, feitas com responsabilidade e design atemporal sem ser comum.”


Agora nós queremos saber quais práticas sustentáveis você pratica. Eu por exemplo costumo comprar roupas de 6 em 6 meses e estou sempre de olho nas roupas que não uso e procuro repassar para alguém, além de customizar roupas que ganho de segunda mão. Conte-nos o que você acha desse movimento!

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Stefani Oliveira
Tem 18 anos, cursa arquitetura e não vive sem música e animais. Nas horas vagas devora livros, desenha rostos e organiza coisas.

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