Mulheres na arquitetura: 3 arquitetas para te inspirar

Categorias Arquitetura

Olá Universo!

Hoje, dia 08 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher é nós aqui do blog fizemos um post super especial, contando a história e o trabalho de 3 grandes arquitetas e como elas nos representam e como podem nos inspirar profissionalmente.

Mas antes de dar inicio, vamos fazer um exercício. Pense rápido em 5 arquitetos mais influentes e/ou mais famosos no MUNDO!

Pensou?

Agora me responda: Todos os nomes nessa lista eram de homens?

Você provavelmente já entendeu onde eu quero chegar, certo? Mas porque isso é tão importante?

A importância de nos sentirmos representadas

Influência é a palavra-chave. Todos nós recebemos influências ao longo da nossa vida, e elas são muito importantes para o nosso crescimento e escolhas. Essa pessoa pode ser alguém da nossa família, algum amigo ou alguém famoso e eles nos influenciam de diversas maneiras em diversas situações. Profissionalmente é uma delas.

Mas e você, como mulher arquiteta ou estudante, se sente representada?

Não vamos entrar em questões históricas porque sabemos e entendemos o porquê dos homens serem a grande maioria nessa área. Porém estamos vivendo em uma época diferente e claramente as coisas não são mais como eram há 50 anos atrás. A passos lentos as mulheres tem ocupado áreas comumente ocupadas por homens e essas ações influenciam outras mulheres a também terem coragem de enfrentar esse desafio. Mas ainda sentimos falta de alguém que nos represente de verdade na nossa profissão, de alguém que nos inspire, alguém em quem podemos nos enxergar.

Talvez você tenha uma professora maravilhosa que te incentive e te dê apoio, pode ser que tenha uma arquiteta na sua cidade que você admire muito. Mas e a nível mundial, com visibilidade e tudo? Se você pensar na arquiteta mais famosa no mundo, Zaha será a primeira a vir na sua cabeça. E por motivos óbvios, afinal ela foi incrível e fez coisas fantásticas, e eu não estou falando só dos projetos.

Muitas arquitetas dessa nova geração estão chegando, muitas já fazendo um trabalho incrível com ideias e conceitos diferentes. O que nós, como mulheres, devemos fazer agora é apoiá-las e incentivá-las, sem esquecer também de não nos sentirmos reprimidas e divulgar muito nosso nome e nossas ideias. Mas enquanto ainda lidamos com essa carência vamos ver o que as três arquitetas da lista abaixo fizeram e como se destacaram.

Zaha Hadid

Zaha Hadid ou como é apelidada “Rainha das Curvas” nasceu em Bagdá, no Iraque, em 1950. Depois de se formar como matemática em Beirute, ela se mudou para Londres pra estudar arquitetura. Possui uma extensa lista de premiações e laureamentos, foi a primeira mulher (e árabe) a ganhar o prêmio Pritzker em 2004, venceu um concurso – com o projeto The Peak – com apenas cinco anos de formação e já fez parte da lista da revista Fobes das 100 mulheres mais poderosas.

“Seu sucesso não será determinado pelo seu gênero ou pela sua etnia, mas apenas pela abrangência dos seus sonhos e seu trabalho para alcançá-los (…) Sempre acredite no seu trabalho — ele vai conduzi-la através de qualquer situação difícil, mas aprenda a ajustar seu modo de pensar uma vez ou outra. Nunca desista.” Carta que Zaha escreveu para a sua versão mais jovem, pouco antes de sua morte.

Na década de 80 fundou a Zaha Hadid Archtects, mas apenas em 1993 que o primeiro projeto do escritório foi construído. Com projetos em diversos países, a arquiteta ganhou visibilidade pela característica marcante de suas obras. Amante de música, dança contemporânea, moda e artes, Zaha transmitia através das curvas dos seus desenhos beleza e força. Zaha nunca se casou ou teve filho, mas inspirou seus sobrinhos e também nos inspira com sua coragem e determinação.

Heydar Aliyev Center – Azerbaijão

Lina Bo Bardi

Lina Bo Bardi nasceu em Roma, onde se formou como arquiteta. Quando se mudou para Milão, trabalhou com um arquiteto renomado da época, e seus projetos tornaram-se reconhecidos na região,o que a levou a abrir seu próprio escritório. Tudo ia maravilhosamente bem, a não ser por dois motivos: 1) O ano era 1943, segunda Guerra Mundial e 2) Lina era comunista. A arquiteta fazia parte do Partido Comunista Italiano, participou da resistência a invasão alemã ao seu pais e fundou uma revista de arquitetura chamada “A cultura della vita” junto com um colega arquiteto.

A junção desses fatores prejudicou o escritório que acabou sendo bombardeado. Depois do fim da guerra, Lina casou-se com Pietro Maria Bardi, jornalista, e eles se mudaram para o Brasil, se naturalizando brasileira pouco tempo depois.

“Há um gosto de vitória e encanto na condição de ser simples. Não é preciso muito para ser muito.”

Os projetos de Lina mudaram a arquitetura brasileira – MASP, SESC Pompéia, A Casa de Vidro – projetos reconhecidos mundialmente por serem muito a frente do seu tempo. Mas apesar de amar muito o Brasil não foi fácil conquistar seu espaço. Mulher e estrangeira, seu estilo moderno e solto ia contra tudo o que estava sendo feito na época.

Mas isso de modo algum a desestimulou, Lina também foi designer, escritora, editora de revista, antropóloga, cenógrafa, professora e curadora de museus. Uma grande pensadora, uniu a arquitetura à antropologia, o moderno ao popular tornando-se a arquiteta de mais expressão do seculo XX tendo como principal influência a cultura popular.

Lina faleceu em 1992, aos 78 anos de idade.

SESC Pompéia – São Paulo

Jeanne Gang

Jeanne Gang é uma arquiteta e urbanista americana de 53 anos. Liderando o escritório Studio Gang localizado em Chicago, ela foi a primeira mulher a projetar um arranha-céu, o Aqua Tower, que foi concluído em 2010.

A arquiteta possui um visão diferente da cidade, mais sustentável e integrada. Seu escritório faz inúmeras pesquisas, dando total importância ao estudo do local onde vão intervir. Cada projeto é pensado junto a especialista de outras áreas, como um exemplo vamos citar o National Aquarium, onde foi feita reuniões com psicólogos de animais, além de sociólogos e antropólogos, pensando muito além do edifício, mas também nos animais que irão viver ali e o que as pessoas irão experimentar.

“Claire Cahan, diretora de projetos do Studio, concorda que ainda não existe igualdade no mercado arquitetônico, nem mesmo para a Jeanne Gang. Elas acreditam que a maior resposta para o machismo está presente na qualidade de seus trabalhos – que são cada vez mais reconhecidos – e, também, em conferências e universidades, quando ensinam a todos que as mulheres podem ter muito sucesso e merecem respeito na Arquitetura.” ArchDaily

Jeanne vem se destacando cada vez mais e é ganhadora de diversos prêmios e concursos, com uma visão mais sustentável, contextual e livre buscando soluções para aprimorar as cidades, onde o mais importante são as pessoas e como é a relação delas com a arquitetura.

Aqua Tower – Chicago

Mulheres revolucionárias e corajosas, qual delas mais te inspirou? Esperamos que a trajetória e as conquistas dessas arquitetas venham a te ensinar alguma coisa. Você ainda pode ler mais sobre esse tema na página Arquitetas Invisíveis no Facebook, tem curiosidades e matérias muito interessantes.

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Stefani Oliveira
Tem 18 anos, cursa arquitetura e não vive sem música e animais. Nas horas vagas devora livros, desenha rostos e organiza coisas.

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